domingo, 14 de fevereiro de 2010

Wake up

Depois de algum tempo resolvi voltar a ter mais contato com meus amigos, não que eu tivesse deixado todos de lado, mas passei por uma fase turbulenta. Morar com outra pessoa não é assim tão fácil como pensamos no começo. Parece que eu estava anestesiado, só podia estar bem com alguém, e isso não está certo. Eu fazia tanta coisa antes, eu estudava tanto, me aplicava tanto. Continuo me aplicando no trabalho, mas cai tanto na rotina de só trabalhar e me preocupar com relacionamentos amorosos que na hora que vi, já era normal. Era normal trabalhar demais até ficar cansado para recusar sair, para não estudar tanto, para pensar que eu estava só trabalhando e nada a mais. Não me arrependo, é bom trabalhar, muito bom, eu já não sei se conseguiria só estudar. A pequena independência que tenho, já é muito importante para mim. Ok, voltei a estudar, e estou me sentindo tão bem com isso... Vou fazer 20 anos e eu precisava realmente me encaixar em algo. Planos, planos e planos, são tantos que as vezes tenho que parar só para organizar tudo na minha cabeça. Ainda acho que temos que tirar a lição do que acontece na nossa vida de uma maneira proveitosa o suficiente para entender que aquilo tinha que acontecer, e isso não é conformismo, é vontade de acertar mais. Não quero parecer velho e amargo com 19 anos, mas tem coisas que precisam mesmo de um intervalo. Essa história de “me machuquei demais, não quero quebrar a cara de novo”, mais cedo ou mais tarde atinge todo mundo. É, não quero quebrar a cara de novo, mas como todo mundo sabe, isso vai acontecer, e talvez seja com várias pessoas, ou várias vezes com uma mesma pessoa. Não sei, não sei. Como eu disse em um outro texto, é muito mais fácil apontarmos os erros, e eu quero continuar vendo as qualidades das pessoas que me chatearam, tanto porque eu sei que não me chatearam de propósito na maioria das vezes, assim como eu não magoei de propósito também. Eu só acho que tem acontecido coisas muito estranhas comigo, coincidências muito grandes, bem grandes. Expor essas coincidências agora seria arriscado, sempre é, mas talvez seja melhor “falar” disso daqui a algum tempo, quando o efeito tiver passado e eu puder me expressar com mais clareza. Eu não quero mais jogos, aqueles jogos de “quem vai ligar 1º?”, “quem vai ligar?”. Talvez seja melhor dessa vez não esperar o melhor, não porque sou pessimista, pelo contrário, quero muito que o melhor aconteça comigo! Mas lá vem aquela sensação de medo, do frio na barriga. Só em começar a fantasiar uma situação como sempre faço (como imagino que todos façam) fico com medo de ser feito de bobo. Não quero mais uma montanha russa de desentendimentos, eu quero algo tranqüilo. Vou ficar mais tranqüilo, continuar sendo ansioso e tão metódico não estão mais nos planos de 2010. Agora é só continuar correndo para os amigos, porque só com eles, só com essas poucas pessoas eu sempre fico bem, sempre estamos bem, temos uma cumplicidade grande e admiração um pelo outro. Essas são as pessoas que quero que me acompanhem por toda minha vida, e nessa semana vou dizer isso a cada uma delas. Pelo menos por enquanto, chega de relacionamentos pesados, não quero mais machucar ninguém.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Não sei muito bem o que escrever agora, nessa fase. Estou sem tempo nem pra cortar o cabelo, trabalhando muito e vendo pouco os amigos. Estou (pra variar) me sentindo perdido. Engordei. Sou muito ciumento, possessivo, mimado, birrento. As vezes espero demais dos outros. Espero até que gostem de mim assim... Mimado, birrento, ciumento, possessivo. Espero muito. É melhor para por aqui.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quando nós terminamos decidi que apesar de não querer terminar nada, apesar de gostar de você, de sentir vontade de passar a minha vida do seu lado, seria melhor assim. Você terminou algo que mal tinha começado, mas que significava muito pra mim. Toda história tem dois lados, agora eu acho que já posso dizer que entendo o seu, mas sabemos que compreender não é a mesma coisa que concordar. Você não me deu quase nada, e quase nada foi tudo o que tive até a pouco tempo. Mesmo sabendo que toda atitude que temos é o resultado das nossas conclusões sobre as nossas experiências, eu ainda defendo meu lado e o que acho correto. Se tudo é uma questão de ponto de vista, só precisei mudar o meu. Foi quando percebi que seria infantilidade minha guardar rancor por algo que ninguém é tem exatamente culpa, ou se a culpa é de alguém, que seja dos dois. Tenho certeza que mais uma marca, mais uma cicatriz, só vão melhorar meu tato. Sei e gosto de saber reconhecer seus pontos positivos, porque os pontos negativos todo mundo vê com mais facilidade. E quando passamos de um relacionamento para outro percebemos a diferença enorme que existe entre gostar e poder mostrar, e gostar, mas ter que conter. Alguns meses atrás eu tinha escrito que seria bom depois de algum tempo separados nos encontrarmos pra conversar. Não sei se essa é uma boa idéia agora, mas no dia em que nos vimos de novo foi quase isso, e foi maturo, foi adulto. É assim que espero agir, é desse jeito que eu quero que as coisas corram. Se depois de pouco tempo eu já consigo ver o que aconteceu por um ponto diferente, que me trás uma sensação de compreensão, eu já fico muito feliz, porque aquele “quase nada” rendeu para o crescimento pessoal, não importa a escala, mas rendeu. É para isso que serve qualquer tipo de relacionamento, para amadurecimento, assim aproveitamos melhor nossas próximas experiências. Espero que eu esteja fazendo isso agora, e que você também. Por que se tudo tem dois lados, não é mais do que a minha obrigação tentar entender o de alguém que já teve muito significado pra mim.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um dia você disse para mim que sempre que lia o meu blog, nunca achava nada sobre você. Mas não estou escrevendo isso agora pelo seu comentário, tanto por que faz um tempo que falou isso. Das pessoas que realmente fazem parte da minha vida agora, são poucos que chamo de amigos, poucos mesmo, comparando com a quantidade de pessoas em que eu confiava antes. Conviver diariamente é com certeza o 1º passo para construir uma amizade. Nós não tivemos essa etapa. Talvez por que em vez de dar esse passo, começamos por outro. Como estava dizendo eu te considero uma das pessoas mais próximas agora, mesmo estando distante. Acho que o fato de você parecer sempre mais maduro que eu ajuda em muita coisa. É por exemplo, se não o 1º, o 2º a quem peço conselhos. Você diz que é frio, amargo e blablabla. Mas não é nada disso. Só se faz, eu acho. Não quero perder sua amizade, sei disso por que quando penso no "futuro", imagino com quais pessoas de hoje vou ter contato. Espero que você esteja presente nesse futuro, como uma das pessoas mais presentes e importantes pra mim. E se eu fizer parte da sua vida da mesma maneira seria muito bom.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sempre estarei aqui, você sabe que estarei. Você sabe? Eu sei?
E a qualquer hora, qualquer hora em que você perceber, poderemos nos encontrar. Talvez aconteça até por acaso, o que acho difícil, mas melhor não duvidar. Melhor não duvidar. Melhor não acreditar. Enfim, podemos tomar alguma coisa, e então posso mostrar pra você que nada mudou, e te fazer sair andando de novo. Assim como o contrário, mas não vou mais falar disso. Eu ficaria bastante feliz se conseguíssemos contar sobre nossos objetivos um para o outro, daqui a algum tempo. E que você tenha sorte em suas conquistas.

domingo, 31 de maio de 2009

Neutro

Nem meus objetivos agora têm tanta graça como antes. Estão aqui ainda. Eles não terminaram nada comigo, talvez o encanto com eles tenha diminuído, mas esses estarão aqui, até serem alcançados, ou substituídos e por fim esquecidos. Sei que podemos fazer isso, sei que tem como fazer isso, mas se tenho coragem para fazer... Aí já é outra coisa. A verdade é que justamente por ser covarde para muitas coisas eu estou aqui, escondido atrás de um monitor escrevendo bobagens que eu sei que no momento são verdades. Bom, preciso de muita coisa agora e uma delas e continuar deixando com que os outros façam a maior parte do trabalho por mim, como por exemplo, me alegrar. Não quero ser dependente de ninguém, mas só estou por minha própria conta mesmo quando trabalho. Por mais que seja irritante muitas vezes, lá sei que sou no mínimo útil e eficiente. Pode parecer coisa de perdedor, pode ser coisa de perdedor, mas não estou nem aí para rótulos agora, muito menos do que “pode parecer”, se é que algum dia eu realmente estive. As coisas estão mudando, a cada oportunidade e a cada dia. Estou ficando preso na rotina mesmo assim, no meio das “mudanças” e “oportunidades”, talvez por que essa não é exatamente a roupa que quero vestir, a música que quero ouvir e a comida que quero comer. Ultimamente não tenho muito do que reclamar, eu sei... Reclamo mesmo assim. Algumas pessoas têm me tratado bem, e as outras, que tratam mal, deixam os motivos bem claros. Agora como reagir a tudo isso? Tanto aos que me tratam mal, como aos que me tratam bem? Acho-me idiota e estranho muitas vezes, por que para alguns não serem muito gentis comigo, sou indiferente, e para outros não serem estúpidos, sou calmo. No fim me acho ingrato e continuo para os outros, neutro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Quem está presente sabe, quem está comigo entende. Já conversei e já lamentei tudo o que tinha. Por que dessa vez não foi uma vírgula, e sim um ponto final. Mas se depois desse ponto final virá uma outra frase, ou um parágrafo inteiro nem eu sei. Só sei que tenho o que preciso e quem eu preciso agora. Sinceramente se não fossem momentos como este, não saberíamos quem está, ou quem quer ficar do nosso lado. E o que farei agora é simplesmente tentar não dar importância, fingir que nada aconteceu, até que eu esqueça e não precise mais fingir. E um dos lados bons de estar com o lado racional da vida caminhando é este. Posso me focar no meu trabalho e nos meus objetivos, nos meus amigos e família, no que quero fazer e no que vai ser de mim quando eu perceber que muitas pessoas estavam certas em me aconselhar a ser mais egoísta e orgulhoso. Mas se vou me tornar mais egoísta e orgulhoso do que já sou eu não sei.